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groove teve sempre a prioridade, deixando tudo para trás: a melodia, a convenção ocidental de canção e até o protagonismo da estrela da noite, Seun Kuti, que muitas vezes saía da frente do palco. A música de Seun Kuti & Egypt 80 era de uma química que funcionava por várias camadas: as vocalizações de Seun e as respostas em coro uníssono de toda a banda, as batidas a partir de vários pontos do palco, os animados sopros de trompete e saxofones, as guitarrinhas repetitivas, as frenéticas dançarinas. Era uma festa para os ouvidos e para os olhos.
O afrobeat que passou esta noite pelo CCB é o funk antes dele ter nascido, apanhado ainda na barriga maternal que é África. Ter visto ao vivo Seun Kuti foi como ter assistido à ecografia de grande parte da música americana que hoje ouvimos.
Pode ler artigo desenvolvido no Cotonete.
2 comentários:
foi dos melhores espectáculos que já vi na vida! :D
De uma coisa tenho a certeza, Pedro: foi o melhor concerto que vi este ano.
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