terça-feira, 17 de Novembro de 2009

EXCITAÇÃO DA SEMANA: EDWARD SHARPE & THE MAGNIFICENT ZEROS, «UP FROM BELOW»


O seu álbum de estreia "Up from Below" é um interessante rebuliço. São exultantes como os Arcade Fire, mas com uma desinibição bastante mais caricatural: uma descontração freak-hippie de espécies de bobos da corte... a banda de Win Butler não vai tão longe.

O pontual toque cigano que se sente no disco faz lembrar os Devotschka. Têm o lado messiânico dos Polyphonic Spree. E estão imbuídos do espírito folclórico e anárquico dos Tilly & the Wall. As canções são boas, mas é o ânimo especial do grupo que as empurra para uma atracção mais contagiante. (Vagrant, 2009)



Pode ler aqui artigo desenvolvido no Cotonete.

domingo, 15 de Novembro de 2009

EXCITAÇÃO EM DELAY: FEVER RAY, «FEVER RAY»


O álbum de estreia a solo da sueca Karin Dreijer Andersson (da dupla The Knife), sob o nome Fever Ray, é o outro lado do espelho de Vespertine de Björk, mas bem mais sombrio.
Mira-se o formato digital arty de Ryuichi Sakamoto e o maravilhoso mundo infantil de Björk, tal e qual o álbum de 2001 da estrela islandesa. Mas se Vespertine é o conto de fadas, Fever Ray é o seu conto de bruxas. O álbum da mulher dos Knife é pop electrónica de ninfa envolvida num mundo aterrorizante, de notas graves e de camadas fantasmagóricas de vozes distorcidamente masculinas e assustadoras.
Fever Ray é das obras mais misteriosas do ano e, quiçá, uma das melhores. Nunca é tarde para se falar de um álbum deste calibre. (Rabid, 2009)

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

FICÁMOS SEM RADAR, ANTÓNIO

Obrigado, Mestre. E manda um abraço ao Peel que também temos saudades dele.
António Sérgio (1950-2009), divulgador (Rádio Renascença, Rádio Comercial, XFM, Radar...)

sábado, 24 de Outubro de 2009

EXCITAÇÃO EM DELAY: YEAH YEAH YEAHS, «IT’S BLITZ»

O último álbum dos amotinados Yeah Yeah Yeahs é um dos grandes resistentes deste ano do meu leitor mp3. No momento de edição do disco, há já uns bons meses, não se proporcionou falar do disco. Faço-o agora, se calhar com outra clarividência (maior, suponho). A verdade é que, qual certificado de grande disco, It’s Blitz não parou de crescer aos meus ouvidos.
O terceiro álbum dos Yeah Yeah Yeahs é a grande metamorfose do ano: uma mutação triunfal de um corpo minimalmente punk para uma nova sofisticação synth-pop. O cirurgião chama-se David Sitek, o produtor (e distinto membro dos TV on the Radio) que conseguiu o milagre de fazer da actriz Scarlett Johansson a autora de um magnífico álbum de versões de Tom Waits (Anywhere I Lay My Head).
A banda de Karen O consegue em It’s Blitz o jogo de cintura de agradar a gregos e a troianos: sem apagar a sua chama rock & roll, descobre melodias pop poderosas e profundas, de potencialidades cinéfilas óbvias. Foram longe, mais do que se pensava. (Interscope, 2009)

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

EXCITAÇÃO DA SEMANA: SPEECH DEBELLE, «SPEECH THERAPY»

Razão a quem a tem: ao júri do Mercury Prize. O álbum da Speech Debelle é, de facto, uma delícia - e um vício saudável que cresce há semanas. (Big Dada, 2009)

domingo, 4 de Outubro de 2009

EXCITAÇÃO DA SEMANA: WILD BEASTS, «TWO DANCERS»


O mais próximo da transcendência mágica de Jeff Buckley que uma banda pop-rock britânica terá conseguido chama-se Wild Beasts, o feito recente é deles. O segundo álbum deste quarteto tem consistência para o rótulo de «uma das revelações de 2009». (Domino, 2009)

sábado, 26 de Setembro de 2009

EXCITAÇÃO DA SEMANA: THE XX, «XX»


Os jovens XX obedecem ao mesmo minimalismo simples dos inesquecíveis Young Marble Giants. A guitarra é fanhosa e a caixa de ritmos apoia-se em sequências básicas. As distracções oferecidas pelas estrutura instrumental de aprendiz dos XX são também reduzidas ao mínimo. O foco é, deliberadamente, a canção, e grandes virtuosismos técnicos são proibidos.

Mas desenganem-se aqueles que esperam dos XX o comportamento de meros bons alunos da escola Young Marble Giants. Há ali uma indisciplina face aos mestres bastante recomendável.

XX não é só um tratado por si mesmo. É também um tratado de paz improvável entre o indie pop mais doméstico e o r&b dançarino e festivo. (Rough Trade, 2009)

Pode ler artigo desenvolvido no Cotonete.