quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

AS MELHORES OBRAS DE SEMPRE EM DVD

Lista em contagem decrescente, inspirada num trabalho de selecção dos 50 melhores DVDs de música para votação que decorreu no Cotonete.
14º David Bowie - Ziggy Stardust and the Spiders from Mars
Filme-concerto de DA Pennebaker sobre David Bowie na sua fase de Ziggy Stardust.

13º Elvis Presley - '68 Comeback Special
O renascimento do rei do rock eternizado numa actuação televisiva.

PS - Lista pessoal elaborada no dia 20 de Abril de 2008, que inclui DVDs não formatados para a Região Europeia e exclui obras de ficção (exemplos: ‘biopics' ou musicais).

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

AS MELHORES OBRAS DE SEMPRE EM DVD

Lista em contagem decrescente, inspirada num trabalho de selecção dos 50 melhores DVDs de música para votação que decorreu no Cotonete.
16º Vários - Respect Yourself: The Stax Records Story
Historial da editora Stax, numa recolha de imagens que inclui concertos dos artistas do catálogo.

15º Dandy Warhols vs. The Brian Jonestown Massacre – Dig!
Documentário de Ondi Timoner sobre a relação entre os Dandy Warhols e os Brian Jonestown Massacre.

PS - Lista pessoal elaborada no dia 20 de Abril de 2008, que inclui DVDs não formatados para a Região Europeia e exclui obras de ficção (exemplos: ‘biopics' ou musicais).

domingo, 8 de fevereiro de 2009

OUTRAS EXCITAÇÕES

Seguem-se outras excitações recentes, organizadas por ordem decrescente de preferência.
John Frusciante, The Empyrean (Record Collection, 2009)
Em The Empyrean, John Frusciante volta a ser poupado em recursos humanos. E, para isso, não se poupa a si mesmo. Toca em tudo o que é instrumento (guitarra eléctrica, guitarra acústica, sintetizadores, caixa de ritmos, baixo, piano). E encontra no amigo Josh Klinghoffer (também do gangue de Vincent Gallo) um moço para todos os recados que tenta substituir a omnipresença de Frusciante para se desdobrar igualmente em todo o tipo de objectos: da bateria ao piano.
John Frusciante supera-se sempre a si mesmo ao longo do disco, como a amostra mais próxima de Jimi Hendrix que existe de um guitarrista sub-40 vivo. Tal como Hendrix, Frusciante mostra-se como um bom compositor e um ainda melhor performer, um homem de grandes vibrações que embala a música muito pará lá da sua maqueta-base.
John Frusciante não cabe nos quatro minutos da canção com os quais os Red Hot estão irremediavelmente comprometidos. O seu espírito é demasiado místico para isso e, ao longo do disco, pede-se para que cada música não termine - e Frusciante parece que nos está a fazer a vontade, numa generosidade emotiva e galopante em que Neil Young e os Crazy Horse são também muito bons. Deixem a música viver mais umas dezenas de segundos - e eles deixam.
Sem ter que ser por acessos de génio, John Frusciante relembra-nos que é um músico de corpo inteiro que usa o espaço físico possível de um disco compacto para exorcizar todos os seus demónios num exercício extremado que podemos baptizar como free rock. The Empyrean é a música em estado silvestre, tal e qual o é John Frusciante.
Pode ler aqui artigo desenvolvido no site Cotonete.
Neil Young, Sugar Mountain - Live at Canterbury House 1968 (Reprise, 2009)
Ouvimos este álbum ao vivo, gravado em 1968, e sorrimos. Sorrimos porque somos condenados a reconhecer que este se trata de um registo muito interessante, feito há muito tempo, e mesmo assim não dá para sentirmos um pingo de nostalgia que seja. Sorrimos porque temos 40 anos de vantagem sobre esta gravação e sabemos de antemão que Neil Young iria ser muito melhor.
O Neil Young que aparece ao microfone do Canterbury House, na pequena cidade norte-americana de Ann Arbor (estado do Michigan) está à beira de fazer 23 anos, com uma voz de garoto e um diamante na alma ainda por polir. Naquela exacta altura, Novembro de 1968, Neil Young estava nas vésperas de lançar o seu primeiro álbum a solo, de título homónimo, e a separação dos Buffalo Springfield (onde partilhava a liderança com Stephen Stills) estava fresca.
Sugar Mountain é Neil Young em estado rudimentar, despido de artíficos, a preparar-se para se maturar como um dos históricos do rock. Está cru mas recomenda-se.
Pode ler aqui artigo desenvolvido no site Cotonete.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

EXCITAÇÃO DA SEMANA: ANDREW BIRD, «NOBLE BEAST»


Desta vez, Andrew Bird refugiou-se na sua casa de campo do noroeste do estado de Illinois, bem longe da barulhenta Chicago onde sempre viveu. Conseguiu ouvir a natureza a cantar. E conseguiu ouvir-se a si mesmo. Desligou a amplificação das guitarras eléctricas de Armchair Apocrypha (de 2007) e virou músico folk. O violino que Bird tão bem toca, passa a assumir o protagonimo central com maior nitidez. A descontração instala-se no estúdio, e Andrew Bird brinca aos assobios, qual grilo cantante. E a pop bucólica, com uns empurrões subtis de música contemporânea, transforma-se num mágico tapete voador que transporta Noble Beast para 14 fascinantes viagens, uma por faixa, sem excepção, para encanto do ouvinte.

Com alguma maldade, poderíamos enganar algum amigo menos avisado e dizer-lhe que a faixa nº 11, "Natural Disaster", é de Beck, na sua faceta mais rural (ao estilo do seu álbum Sea Change, de 2002). Naquele caso, a mentira teria tudo para correr bem. Mas seria uma maldade. Das grandes. Sobretudo para Andrew Bird. Noble Beast é uma das maiores lufadas de ar fresco dos últimos tempos. (Fat Possum, 2009)

Pode ler aqui artigo desenvolvido no site Cotonete.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

LUX INTERIOR (1946-2009)


Como vocalista dos históricos Cramps, foi porta-voz do pesadelo americano... Um submundo aterrorizante que Elvis nunca sonharia inspirar.
Como outros, vibrei com o bichinho desse demónio.
Na memória, tenho ainda o concerto, tão estranho quanto fascinante, dos Cramps na Praça de Touros do Campo Pequeno, em Lisboa, em 1998 – o primeiro concerto de sempre em Portugal. Tudo foi bizarro: o anúncio público dado pelo organizador de convidar os SuperDragões a virem ao recinto (após uma derrota do FC Porto na Luz por 3-0); ou a mistura na multidão que nunca vira entre gays com fatos de marinheiro e skinheads. Mas nada bateu aquela hora e meia de rock & roll infernal teatralizado pelos Cramps e que termina com Lux a perfurar o palco, nu, e a sair no improvisado buraco.
Mesmo admitindo que os anos mais criativos dos Cramps possam ter sido os primeiros da década de 80 (de onde saiu o maravilhoso álbum Psychedelic Jungle, de 1981), o meu tema preferido é a faixa de abertura do álbum Big Beat from Badsville (de 1997), que abriu o concerto no Campo Pequeno: "Cramp Stomp".

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

AS MELHORES OBRAS DE SEMPRE EM DVD

Lista em contagem decrescente, inspirada num trabalho de selecção dos 50 melhores DVDs de música para votação que decorreu no Cotonete.
18º Bob Marley & The Wailers - Live at the Rainbow
Registo filmado de uma actuação londrina em 1977.

17º The Doors - The Doors Collection
DVD de quase de três horas que compila todo o tipo de imagens do grupo, incluindo concertos e entrevistas.
PS - Lista pessoal elaborada no dia 20 de Abril de 2008, que inclui DVDs não formatados para a Região Europeia e exclui obras de ficção (exemplos: ‘biopics' ou musicais).

domingo, 1 de fevereiro de 2009

EXCITAÇÃO DA SEMANA: BRUCE SPRINGSTEEN, “WORKING ON A DREAM”


O longo mais recente do "Boss" habilita-se ao pleno raro de conseguir agradar a gregos e a troianos. Se por um lado, este se afigura como o álbum mais disponível para conquistar o grande o público desde Born in the USA (de 1984); por outro, tem uma elaboração "workahólica" comparável a Born to Run (de 1975). A colheita de grandes canções com capacidade de projecção popular é fértil; mas também o é a imaginação fílmica de Springsteen que toma conta de cada canção ou o número de pistas musicais que o tabuleiro completíssimo da E Street Band oferece, de guitarras tão bem dedilhadas, de órgãos e pianos tão bem tratados, e de percussão tão eficiente, a que se acrescenta a assiduidade de arranjos de cordas que se identificam com a grandeza do disco.

De uma forma geral, Working on a Dream é uma obra de 12 canções (além do tema-bónus 'The Wrestler' para o filme do mesmo nome) de música americana à mais larga escala (meltdown de rock & roll, country e blues), de refrões épicos e de execuções gloriosas, com camadas de coros a virem de mil e uma direcções. Claro que estamos a falar de mais um álbum de Bruce Springsteen. Ou estaríamos. Raramente, o lado físico de ex-trabalhador das docas esteve tão coordenado com o intelecto bem trabalhado de homem culto e cavalheiresco, como neste disco. (Columbia, 2009)

[“My Lucky Day”]
Pode ler aqui artigo desenvolvido no site Cotonete.