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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

MELHORES ÁLBUNS INTERNACIONAIS DE 2009


1º Bonnie Prince Billy – Beware


2º Bruce Springsteen – Working on a Dream

3º Phosphorecent - To Willie

4º The XX – XX

5º Yeah Yeah Yeahs – It’s Blitz


6º Iggy Pop – Préliminaires

7º Speech Debelle - Speech Therapy

8º Bob Dylan - Together Through Life

9º Fever Ray – Fever Ray

10º Sunset Rubdown – Dragonslayer


11º Wild Beasts – Two Dancers

12º Dan Auerbach - Keep It Hid

13º Manic Street Preachers - Journal for Plague Lovers

14º Alice in Chains - Black Gives Way to Blue

15º Fire on Fire - The Orchard


16º Sonic Youth - The Eternal

17º Seun Kuti & Egypt 80 - Many Things

18º Arbouretum – Song of the Pearl

19º Forest Fire - Survival

20º Jarvis Cocker - Further Complications


21º Clues - Clues

22º Low Anthem – Oh My God, Charlie Darwin

23º Girls - Album

24º Oumou Sangare - Seya

25º Amazing Baby - Rewild


26º Vieux Farka Touré - Fondo

27º Edward Sharpe and the Magnetic Zeros - Up from Below

28º Grizzly Bear - Veckatimest

29º Amadou & Mariam - Welcome to Mali

30º The Felice Brothers – Yonder Is the Clock

sábado, 24 de outubro de 2009

EXCITAÇÃO EM DELAY: YEAH YEAH YEAHS, «IT’S BLITZ»

O último álbum dos amotinados Yeah Yeah Yeahs é um dos grandes resistentes deste ano do meu leitor mp3. No momento de edição do disco, há já uns bons meses, não se proporcionou falar do disco. Faço-o agora, se calhar com outra clarividência (maior, suponho). A verdade é que, qual certificado de grande disco, It’s Blitz não parou de crescer aos meus ouvidos.
O terceiro álbum dos Yeah Yeah Yeahs é a grande metamorfose do ano: uma mutação triunfal de um corpo minimalmente punk para uma nova sofisticação synth-pop. O cirurgião chama-se David Sitek, o produtor (e distinto membro dos TV on the Radio) que conseguiu o milagre de fazer da actriz Scarlett Johansson a autora de um magnífico álbum de versões de Tom Waits (Anywhere I Lay My Head).
A banda de Karen O consegue em It’s Blitz o jogo de cintura de agradar a gregos e a troianos: sem apagar a sua chama rock & roll, descobre melodias pop poderosas e profundas, de potencialidades cinéfilas óbvias. Foram longe, mais do que se pensava. (Interscope, 2009)