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sábado, 29 de janeiro de 2011

Melhores Concertos 2010

Dos que vi...
1º Chris Isaak no Cascais CoolJazzFest


2º Camané no Centro Cultural de Belém
3º Faith No More no Optimus Alive!
4º The xx na Aula Magna
5º Mão Morta no Coliseu dos Recreios


6º Walkmen no Coliseu dos Recreios
7º Black Rebel Motorcycle Club na Aula Magna
8º Wovenhand no Santiago Alquimista
9º MGMT no Campo Pequeno
10º Sérgio Godinho na Culturgest

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

2008: OS MELHORES CONCERTOS


Dos que pude ver...
1º Leonard Cohen - Passeio Marítimo de Algés

2º Neil Young - Oeiras Alive!
3º Bob Dylan - Oeiras Alive!
4º Bill Callahan - Santiago Alquimista
5º Rui Reininho - Super Bock em Stock

6º Walkmen - Super Bock em Stock
7º Ornette Coleman – Aula Magna
8º Patrick Watson – Aula Magna
9º Hives – Oeiras Alive!
10º Shannon Wright – Santiago Alquimista

sábado, 6 de dezembro de 2008

GET UP, STAND UP


Sobre os Walkmen no Super Bock em Stock
Sobre uma belíssima sala chamada Tivoli que tem cadeiras

Gostaria de fazer uma vénia àqueles corajosos que se levantaram, sem pudores e isoladamente, logo à segunda música do concerto, e que em pé se aguentaram durante a mesma. Felizmente, surgiu logo a seguir o rastilho de The Rat (a terceira música do alinhamento) que funcionou como uma mola e levantou toda gente.
Eu que tenho feito figuras idênticas, bem sei que é tramado. Mas há ocasiões rock demasiado sublimes que pedem muito mais do que o conforto de estar sentado. Lembro-me da minha resistência de pé e isolada durante um concerto dos Sonic Youth na Aula Magna (em 1999). Continuo a achar que o problema é das cadeiras (que estão a mais em situações como as descritas) e nunca de um incumprimento cívico.
Há ocasiões rock demasiado sublimes que pedem muito mais do que o conforto de se estar sentado. A experiência mística em que se tornou o concerto dos Walkmen é uma delas. Ainda bem que lhe fizemos justiça.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

AVENIDA DE LIBERDADES


Super Bock em Stock
Pareceu-me ter vingado bem o novo conceito deste festival estreante, que estimulou um corrupio deveras excitante entre várias salas do coração da cidade, mais concretamente na Avenida da Liberdade, entre as noves horas da noite e a uma da manhã.
Pasmei positivamente com o esvaziamento de cadeiras da sala 2 do S. Jorge; achei graça àquele charme londrino de recuperar salas antigas para a música; redescobri com olhos de adulto um teatro pequenino, o Variedades (no Parque Mayer), que no meu corpinho de 7 anos me parecia tão grande aquando de uma visita de estudo de 2ª classe.
A música deixou-me de barriga cheia por esse animado périplo que apenas deixou de fora o carismático clube Maxime. Saí do festival como um português mais orgulhoso, com o presente (os Pontos Negros) e o futuro (os DoisMileOito) do rock nacional. Mas acima de tudo convencido com a óptima forma desse grande ícone da pop nacional chamado Rui Reininho – provocador, swingante, humorado e outra vez tão motivado.
Da neo-zelandesa Ladyhawke, guardo a memória de uma potencial fábrica de êxitos electro-pop. Da sueca Lykke Li, um sentido de palco emancipado à sua idade de 22. De Marcelo Camelo (dos Los Hermanos), a bossanova bucólica e poética. Dos Walkmen, o estado bipolar de um cavalo digno de alguma fábula (arrasadoramente selvagem, comoventemente terno).
E será permitido tirar o chapéu a um organizador gigante, já que o mesmo correu o risco e teve a iniciativa? O louvor a quem de direito: a Música no Coração.
Nas fotos: Lykke Li (em cima) e Rui Reininho.